quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

"A do pecado..."


"Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outra vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita é tua beleza
Como podes ficar preso
Como um santo no altar

Quando eu te escolhi
Para ficar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter teu corpo
Tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais


Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

(...)

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre, amor
Vai se gastar


Amor só dura em liberdade (...)"



(A maçã - Raul Seixas)
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

"Espere no tempo..."




Sabe, caro leitor imaginário, estava semana passada sentado no sofá da sala, assistindo o Festival de Verão (#chora) e pensando com meus botões: como o mundo dá voltas. Meu Deus! Aquelas coisas que você faz involuntariamente têm o grande poder de mudar tudo.

Três simples horas de conversa, faz você mudar completamente seu modo de ver a vida.

E, até então, isso é tudo o que eu posso postar. No mais, não mais. Deixe que o tempo reserve e me surpreenda com sua chegada e passagem.

Coisa boa? Com certeza! Danação? Sempre!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Mensagem para você..."


“Eu andei para trás e para frente todo esse tempo.
Porque eu sinceramente acreditei em você.”

(Taylor Swift – White Horse)

Ai, ai... Olha eu aqui outra vez para mais um daqueles desabafos de minha mente insana, caro Leitor Imaginário. Passei o dia de hoje quase todo intrigado com uma coisa: no decorrer dos últimos 9 meses, desde que comprei meu celular (nossa! Já tem nove meses!) nunca havia chegado o dia em que eu não havia recebido nem se quer uma SMS.

Agora, solteiro e com todas as pendências resolvidas, seja por internet ou por ligação, fiquei imaginando se eu não receberia nem se quer um “boa tarde” ou um “bom trabalho” de alguém. Alguém que você já sabe quem.

Eis que, já desiludido da vida, vejo meu celular vibrar e tocar o tom de mensagem. Quase não acreditei! No relógio, vi que passava das 22h00. 22h17, para ser mais preciso. E olha que nem precisei checar no celular agora para confirmar.

“Para você não dizer que eu não lhe desejo uma boa noite. BOA NOITE!”

Parecia que eu não iria precisar de mais nada. Queria uma SMS: consegui. Queria notícias: consegui. Queria um “boa noite”: consegui. E o melhor de tudo, da pessoa esperada. Mas, a mente prega peças na gente, que nem nós mesmos percebemos quando a bola de neve desce o despenhadeiro e começa a crescer.

Agora, não me sinto tranquilizado. Sinto-me vulnerável. Não sei bem se é isso que eu quero mais. Não sei. Simplesmente, não sei. Não sei se faz bem, se ainda vai fazer. E, até então, o celular permanecerá desligado.

Nesse novo ano não vou fazer promessas. Não vou fazer desejos. Farei de conta que este é uma maratona. Se eu quiser algo, vou correr atrás. Assim que descobrir o que quero com relação a isso, vou tomar a decisão e sei que vou conseguir. Minhas pernas são enormes, do tamanho da minha força de vontade.


“Isso não é Hollywood, esta é uma cidade pequena.
Eu era um sonhador antes de você chegar e me por para baixo.
Agora é tarde demais para você e seu cavalo branco aparecerem.”

(Taylor Swift – White Horse)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

“Chamada não permitida...”



“Só não demore quanto o tempo pra chegar.”
(Ivete Sangalo – Quanto ao tempo)


Tem dias que você pensa que todas as coisas estão indo bem, estão dando certo. Depois de alguns instantes, passa a perceber que não.

Daí você, além de estar esperando por uma ligação, percebe que seu aparelho celular está fora da área de serviço. E que, quando retorna a área, a tão esperada ligação, ou até mesmo a SMS, não está lá. Você nervoso, ansioso, decide ligar. Ao discar aquele número – que ainda está na discagem rápida – recebe uma mensagem que diz: “Chamada não permitida”.

Não sei qual é a sua reação diante dessas coisas, caro leitor imaginário. Mas, sou muito de imaginar que os melhores sinais são vistos e percebidos através das entrelinhas. Será que essa chamada “não permitida” não foi “permitida” porque o celular estava fora de área ou porque é um sinal de que essa ligação já não pode mais ser feita por você?

O que fazer quando não há mais saída? Esperar que o tempo passe! E, só para constar, três meses é tempo demais. Hora de partir, olhar adiante e ser feliz. Nem preciso de ano novo para perceber que o que realmente importa está aqui em minhas mãos. Faça por merecer o seu amor. E faça com o que o amor que está sendo dado a você tenha sentido.


“Lágrimas não são forever.”
(Ivete Sangalo – Quanto ao tempo)
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

"Time after time..."



A gente nunca pensa que um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar. Só que, melhor que isso, é saber que milhares de raios caem, sim, no mesmo lugar, ao mesmo tempo e com mais intensidade a cada minuto.

Sabe aquela sensação gostosa da picada do lovebug? Sabe aquele incomodozinho mais gostoso ainda em saber que seu corpo foi completamente picado e que a dor, não é dor, é prazer? É uma dor quente, que acalma... um prazer que convida, que chama, que induz. Um prazer que lhe faz querer mais, sempre mais, cada vez mais!

É um riso solto, largado, leve, feliz. Um abraço forte, que enlaça no mais perfeito encaixe como aqueles dos presentes de natal, com fita vermelha, da cor do amor, de 2,5cm de largura. Um beijo... um beijo? Váários beijos, várias vezes, de várias formas... melhor até que aqueles beijos de ponta cabeça de filme de super herói.

Um desejo incessante. Uma mordida, como naqueles filmes e livros de vampiro. Algo proibido, mas, gostoso. Que deve ser banido, mas, mantido de forma oculta, a sete chaves, como aquelas garrafas de Absinto. Por que “tudo que é proibido é mais gostoso.”

Falando em garrafas... tenho sede. Sede de você, você me alimenta, me supre, me completa... você me basta! Calcanhoto cantou vez ou outra “depois de ter você, pra que querer saber que horas são?”. Mas, Gadú trouxe-lhe a resposta, porque: “o tempo voa como eu, quando penso em você”.
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