29/07/2011

"Então..."




Então, foi assim. Demorou. Já tinha acontecido. Já sabíamos. Mas, ainda assim, então, aconteceu... Pôr pra fora. Dizer. Gritar. Externar sentimentos... Minha cabeça transborda, meus dedos travam. Escrever era fácil, quando o sentimento aflorava. Agora o sentimento se cala. Coração foi convidado a bater mais devagar. Não há mais necessidade de bater por dois. Agora, tem-se tempo. Quer dizer, teria-se tempo, se a condição de “um tempo” fosse aceita.

Quem trabalha com tempo é relógio, calendário, previsão. Eu não. Sinto-me mais confortável com coisas concretas. Relógio funciona como acessório em meu punho esquerdo. Estar como um acessório, esperando sua boa vontade, não se encaixa em meu ideal de vida no momento. Calendário muito menos. Não saberia lidar com o passar dos dias, semanas e meses até obter uma decisão de seu coração.

O coração me leva a previsão. Previsão do seu tempo. Quanto você acha que é possível esperar, até estar pronto novamente? Prefiro não saber. Vejo através da janela de minha alma que você não estará pronto para dar e receber amor no raio dos próximos meses. Vou pensar em ligar, em escrever e dar sinal de vida. Mas talvez não o faça. Vou respeitar o tempo que você desejou. Então, só posso dizer que estou bem e que lhe desejo felicidade. Porque é isso que desejo a todos os meus amigos.

21/07/2011

"?..."



Caro leitor imaginário, estou divido. Não sei que caminho seguir, nem que decisão tomar. É cada vez mais dolorosa a lembrança, quando não deveria ser. Me sinto cansado, quando não tenho motivos para estar. Penso em coisas que aconteceriam, mas sei que podem não acontecer. Confusões alheias confundem meu corpo, cabeça e coração.

Achei que ia acordar pensando em você e que automaticamente se faria um sorriso em meus lábios. Mas, não. Fui acordado por uma ligação de uma pessoa que não era você. Uma pessoa que me disse coisas lindas. Coisas que soariam incríveis se fossem ditas por ti. As ouvi, sorri, levantei, tomei banho e deixei que a água levasse e lavasse toda e qualquer coisa pensada até alí.

Não se pode fazer, o que está sendo feito a mim, a alguém nem a ninguém. Essa coisa de alimentar sentimento não nasceu para qualquer pessoa. Quem está do outro lado recebendo beijos e ouvindo juras de amor tende a acreditar em falsas verdades. Sou do fazer. Sou do dizer e fazer. Sou dos que fazem acreditar, porque há consciência, certeza e verdade naquilo que sai da minha boca.

Há algo em seu sorriso, em seus olhos e no som de sua voz que faz com que eu esqueça toda e qualquer coisa que eu esteja pensando, no exato momento que penso em externar meus sentimentos. É hipnotizante, transtornador, sufocante. A inquietude em meus sentimentos alimenta-se de você.

E se essa confissão por algum momento pareceu desconectada, é porque é assim que eu estou. Esse é só mais um momento de “pensamento soltos traduzidos em palavras”.

Dizem que existem dois tipos de homem: aquele que pega em sua mão para passear contigo e aquele que te leva para cama. Diz pra mim quem é você.