28/06/2010

“Vítima do consumismo...”




Caro leitor imaginário, não existe coisa melhor do que fazer compras, não é? E liquidação, então? Nossa, adoro muito! Às vezes penso que nasci para fazer compras. Só minha mãe que não pode saber disso. Se bem que ela sabe mais sobre isso do que eu mesmo, afinal de contas, é ela quem paga as faturas dos meus cartões de crédito.

Hoje, estive pensando: compras são como relacionamentos. Você vê aquele sapato na vitrine e o deseja. Entra na loja e o experimenta. Se ele for realmente bom, passa no caixa e o leva pra casa. Acontecem, em alguns casos, de você ficar na dúvida e pedir opinião a seus amigos mais próximos. E quando há dúvida, nem sempre é um bom negócio.

Há dois meses, fui às compras. A temporada estava em alta. Foi como se estivesse no São Paulo Fashion Week. Ok, nem tanto. Mas, tinha muito lançamento no mercado. Muitas opções. E a maioria delas estava bastante acessível. Bati os olhos em um... digamos, sapato. Isso, um sapato! Sabe, caro leitor imaginário, um lindo sapato por sinal. Procurei o pessoal da loja, disse que estava interessado e, após algumas negociações, acabei levando-o para casa. Depois de tê-lo usado uma vez – isso mesmo, uma única vez – percebi que ele não servia para mim. Ele era muito pequeno e desconfortável. Percebi que ele não era high fashion. Ele era produto de ponta de estoque.

Mas, sou brasileiro, não desisto nunca. Saí à procura de um novo par de sapatos para mim. Afinal de contas, não sou a Sandy que fica perambulando por aí com os pés cansados. Eu sempre busco o que me faz bem. E encontrei, sem procurar muito, um sapato que, além de especial, me serviu perfeitamente. Por que quando é bom, a gente sabe. Com ele posso caminhar por aí com sorriso de canto a canto da boca, cantando, dançando e tal. Por que ele não aperta, não machuca. Ele é lindo.

Se eu fosse um mulher – did I really just say that? Hahaha – ele seria um sapato vermelho, do salto bem alto, daquele tipo de sapato eye catcher. Por que mesmo bem alto eu me sinto seguro. Nenhum outro sapato conseguiria fazer com que eu me sentisse tão bem como eu estou agora. Se esse salto quebrasse depois de ter dançado muito, ou se ele tivesse se desgastado com o tempo, ainda assim, tudo estaria em seu mais perfeito equilíbrio. Even with broken hills.

Ei! Tá ouvindo? Não! Não é a Lady Gaga. É o som dos pássaros. Tá chegando a primavera e já consigo ouvi-los daqui de cima. Ei, leitor imaginário, coloque você também o seu melhor sapato, veja flores aos seus pés e venha ouvir o som dos pássaros comigo. É lindo. Tão lindo!

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09/06/2010

“(Re)descobrindo pessoas...”



“I don’t wanna be friends...
You and me could write a bad romance.”
(Bad Romance – Lady Gaga)

Caro leitor imaginário, não existe sensação melhor do que estar com alguém, não é? Ainda mais quando essa pessoa já fazia parte de sua vida. A única e grandiosa minúscula diferença é a maneira com a qual ela faz parte dela a partir de agora. Você redescobre essa pessoa. A presença dela em sua vida passa a ter um significado completamente diferente e especial.

É bom saber que a gente não precisa “se conhecer”. A gente já se conhece. Apenas descobrimos, na verdade, percebemos que perdemos muito tempo adiando algo que já estava “escrito”, rs. É bom saber que além de um amigo, você encontra nessa pessoa um bem querer. Saber que pode conversar com ela, rir com ela, falar (muita) besteira com ela. Ser criança, com atitude de adulto. Ser feliz. =)

É tão bom ser feliz. É tão bom estar feliz. Melhor ainda é saber que você também tem a capacidade de fazer alguém feliz. Esse, sim, é o melhor dos sentimentos. Não existe sensação melhor, ao menos para mim, do que saber que você tem a capacidade de fazer alguém sorrir. Sorrir com os olhos, sorrir de felicidade, sorrir com o coração.

“All the lovers that have gone before
They don’t compare to you.”
(All The Lovers – Kylie Minouge)
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