23/09/2010

"and for always..."



Acho que já sei a resposta para a confissão anterior. Percebo que as pessoas sentem constantemente arrepios, calores, e sensações que não sei descrever com palavras. Nem meus pensamentos baseados nessas percepções conseguem explicar. Eles – os pensamentos - têm vida própria, vão além do que eu posso imaginar.

Consigo ver duas pessoas apaixonadas. Aquela sensação de eternidade, de durabilidade, de felicidade. Elas se tocam, se beijam e se amam muito intensamente. Uma paz interior, conforto para alma. É completamente perceptível um algo a mais no calor daquele abraço.

Consegues ver essa imagem comigo, caro leitor imaginário: Um casal, uma cama no amanhecer coberta por lençóis brancos, pequenos raios de sol entrando por entre as frestas da janela e um beijo de bom dia interminável, apaixonado, repleto de um “tanto” amor. Aquele amor que só sabe quem sente.

Tão longe, tão perto... isso é tudo o que eu consigo ver. E você, consegue ver além?
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19/09/2010

“Blush, blush...”



Passar a tarde assistindo Grey’s Anatomy me deu inspiração suficiente para escrever. O caso de uma paciente do segundo episódio da segunda temporada, além dos outros casos, me chamou a atenção. A jovem sofria de um problema de ruborização. Ela não podia se expressar porque ficava ruborizada excessivamente e muito facilmente. Aquilo a incomodava bastante.

Ela me fez pensar: e se todos nós fossemos assim? E se não pudéssemos sentir nada sem que alguém soubesse? Não poder mentir, ficar feliz, ficar triste... e se não pudéssemos guardar um segredo? Ou, pior ainda, quais seriam as consequências que iríamos sofrer por amar alguém?

Como você se sentiria se toda vez que você visse a pessoa amada um grande fluxo sanguíneo subisse ao seu rosto, você começasse a transpirar e sentir constantes ondas de calor? Seria possível amar dessa maneira?... Seria possível amar? Ou será que teríamos que conviver com o sentimento de vergonha por nossos próprios sentimentos? Ter que escondê-los, ter que reprimi-los para que ninguém soubesse o que está acontecendo conosco?

Caro leitor imaginário, o que você faria se não pudesse dizer o que sente?