Contrate

19/09/2010

“Blush, blush...”



Passar a tarde assistindo Grey’s Anatomy me deu inspiração suficiente para escrever. O caso de uma paciente do segundo episódio da segunda temporada, além dos outros casos, me chamou a atenção. A jovem sofria de um problema de ruborização. Ela não podia se expressar porque ficava ruborizada excessivamente e muito facilmente. Aquilo a incomodava bastante.

Ela me fez pensar: e se todos nós fossemos assim? E se não pudéssemos sentir nada sem que alguém soubesse? Não poder mentir, ficar feliz, ficar triste... e se não pudéssemos guardar um segredo? Ou, pior ainda, quais seriam as consequências que iríamos sofrer por amar alguém?

Como você se sentiria se toda vez que você visse a pessoa amada um grande fluxo sanguíneo subisse ao seu rosto, você começasse a transpirar e sentir constantes ondas de calor? Seria possível amar dessa maneira?... Seria possível amar? Ou será que teríamos que conviver com o sentimento de vergonha por nossos próprios sentimentos? Ter que escondê-los, ter que reprimi-los para que ninguém soubesse o que está acontecendo conosco?

Caro leitor imaginário, o que você faria se não pudesse dizer o que sente?

3 comentários:

França disse...

how can you describe a feeling?

Luísa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Eu: Alemberg Santana disse...

Existe um ramo da psicologia que estuda a correspondência entre o falar e fazer e pelo que percebi a "natureza" dotou o homem com um dispositivo que nos permite mentir "descaradamente" para que ele pudesse sobreviver. Se não pudéssemos esconder os nossos pensamentos, sensações e sentimentos seriamos mais vulneráveis e morreríamos, Simples assim!


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