09/04/2012

"O maior amor do mundo é o meu..."

"Você é a único que me conhece
Adoro quando você me abraça
Eu nunca encontraria
Um amor como este"
(Natasha Bedingfield - Love Like This)


Só Carrie Bradshaw para me inspirar depois de todos esses dias. Passaram-se meses desde a última vez que me senti profundamente pronto para escrever. O problema é que sinto uma grande dificuldade em falar sobre relacionamentos quando tudo está indo bem, acho que tudo fica muito meloso e piegas. Isso não vende. Adele está aí para mostrar que a dor é muito mais comercial do que a felicidade.

Agora tenho tanto para falar, que receio escrever um capítulo do meu primeiro livro em um único post. Só para constar, não é sobre tristeza que vim falar aqui. É que estava assistindo “Sex And The City 2” pela 98237489ª vez e, como sempre acontece cada vez que vejo sequer uma cena do filme (ou da série), me encontrei mais uma vez num momento de autoanálise.

É inacreditável como consigo me identificar com cada coisa que Carrie fala, principalmente nesse momento em que ela, e eu, estamos num relacionamento sério. Das outras vezes em que eu estava namorando, não havia identificação nos nossos parceiros. Mas desta vez, ela está casada e eu cada vez mais comprometido. Até as brincadeiras entre ela e Mr. Big, os momentos das refeições, o carinho, o jeito de dormir e todas as outras coisas, conseguem se encaixar em meu relacionamento. Principalmente os questionamentos...

Será que a insegurança, a dúvida, a necessidade de atenção e as milhares de outras sensações e sentimentos permeiam na cabeça de qualquer pessoa, em qualquer idade e em qualquer estágio de relacionamento? Namoro há dois anos e ela está casada há dois anos também. Meu amor e eu temos 22 anos de idade, eles, os personagens, estão na faixa dos 40 e 50 anos. Mas sinto como se fosse a mesma coisa. É difícil até para explicar.

Já estou no quinto parágrafo e nem cheguei ao ponto certo ainda. Isso não é estranho? Se fosse para falar do sofrimento de um término e etc, teria escrito 50 parágrafos, mas, ao mesmo tempo, nas primeiras cinco palavras até uma pedra já teria entendido meu ponto de vista.

Voltando ao assunto (ou pelo menos tentando chegar lá): esses questionamentos só me fazem perceber que dessa vez eu realmente acertei. Não digo acertei na “pessoa escolhida”, porque essa pessoa está comigo há, como disse antes, dois anos (e quase quatro meses, rs). Mas digo que acertei na escolha das decisões, nas atitudes e na sabedoria em dizer as coisas certas na hora certa.

No início do filme, minha verdadeira musa inspiradora diz que coisas extraordinárias podem acontecer em dois anos. E eu venho aqui só para confirmar essa teoria, pois a coloquei em prática sem perceber. Talvez para você, caro leitor imaginário, as coisas não precisem de dois anos para começar a funcionar ou para lhe mostrar que elas estão certas. Porém, partindo dessa teoria, garanto que nunca estive pendurado num lugar tão alto, com os pés fora do chão e, ao mesmo tempo, tão seguro.

O fruto do sucesso de um relacionamento está na aceitação, no perdão e na confiança. Mesmo sendo eu tão novo, posso assegurar-lhe isso, caro leitor imaginário. Ame! Entregue-se! Seja memorável!