06/06/2012

"E tudo virou po..."


"As vezes é necessário atropelar o passado só pra reaprender.
Os hábitos se cansam, os discursos se calam
O fim tem que nascer, outra vez, pro início morrer.'

(As noites de segunda - Arthur Félix)



Obs.: O texto a seguir foi escrito no dia 18/05/12.


“Vai lá, pegue a caneta, vira a página e escreva novamente. Tira do fundo do peito cansado todas aquelas sensações e transforme-as em palavras. Transmita o seu sentimento para o seu amigo imaginário, faça ele sentir.”

Foi exatamente isso que a minha voz interior pediu para eu fazer nesse momento, meu caro amigo imaginário. Hoje, pela manhã, mandei mensagem para alguns amigos com o trecho da música “Naked”, da Avril Lavigne, que diz assim “this life is like a game, sometimes”, porque você nunca sabe o que Deus lhe reserva, até que você abra a janela da sua alma e o despertador do seu coração começar a tocar para lhe tirar da cama.

Quantas coisas acontecem sem que você perceba e quase todas elas passam rápido demais em frente aos seus olhos, assim como as chances que você pode perder por não ser homem o suficiente. Há vezes em que você chega a acreditar que pode mudar o mundo e que pode brilhar mais forte que o Sol. Passam alguns segundos, e você se toca que existem coisas mais fortes que você, que fogem do controle de suas mãos e que são fortes o suficiente para transformar tudo em pó.

Foi como um reflexo, um raio que apareceu naquela noite de aniversário, algo que me cegou e não me fez ver mais nada durante um bom tempo. E já cansei de me perguntar “o que poderia ter acontecido naquela noite, se eu não tivesse conhecido você?”. Ele sabe que eu lembro de tudo e eu sei que ele lembra também. Nós somos memoráveis, somos marcantes, nós somos únicos. Por isso sei que nunca vou encontrar ninguém parecido com ele. Assim como isso também nunca acontecerá com ele, pelo resto da vida.

Alguém que ouça, que aconselhe, que saiba das coisas que ele não contava para mais ninguém. Alguém que bastava olhar para você e nem precisava perguntar nada, ou perguntava só para fazer charminho e arrancar um sorriso seu. Alguém que o fazia rir, que o fazia se sentir especial. Alguém que ligava no meio da noite e deixava mensagem na caixa postal, dizendo que o ama. Alguém que ama e aceitou, por tanto tempo, todos os seus defeitos... Alguém como eu.

O amor é uma coisa tão incrível que pode acontecer na vida de uma pessoa e, diversas vezes, me peguei rindo sozinho só em saber que esse amor tão grande e tão lindo foi (e é) correspondido. Mas as atitudes, os gestos e as decisões que por ele foram tomadas, levaram ao desgaste de algo que, até então, eu nunca havia sentido por ninguém.

Escrevo esse último parágrafo com a certeza de que essa poderia ter sido a decisão mais difícil para eu ter tomado. Mas ele sempre deixou tudo em minhas mãos. Enquanto eu falava, ele agia... só que dessa vez ele agiu errado, caro amigo imaginário. Errado demais, a ponto de tornar tudo tão fácil, que me fez deixar de lado o coração, que não está partido nem machucado. Meu coração, hoje, por causa dele, virou .

09/04/2012

"O maior amor do mundo é o meu..."

"Você é a único que me conhece
Adoro quando você me abraça
Eu nunca encontraria
Um amor como este"
(Natasha Bedingfield - Love Like This)


Só Carrie Bradshaw para me inspirar depois de todos esses dias. Passaram-se meses desde a última vez que me senti profundamente pronto para escrever. O problema é que sinto uma grande dificuldade em falar sobre relacionamentos quando tudo está indo bem, acho que tudo fica muito meloso e piegas. Isso não vende. Adele está aí para mostrar que a dor é muito mais comercial do que a felicidade.

Agora tenho tanto para falar, que receio escrever um capítulo do meu primeiro livro em um único post. Só para constar, não é sobre tristeza que vim falar aqui. É que estava assistindo “Sex And The City 2” pela 98237489ª vez e, como sempre acontece cada vez que vejo sequer uma cena do filme (ou da série), me encontrei mais uma vez num momento de autoanálise.

É inacreditável como consigo me identificar com cada coisa que Carrie fala, principalmente nesse momento em que ela, e eu, estamos num relacionamento sério. Das outras vezes em que eu estava namorando, não havia identificação nos nossos parceiros. Mas desta vez, ela está casada e eu cada vez mais comprometido. Até as brincadeiras entre ela e Mr. Big, os momentos das refeições, o carinho, o jeito de dormir e todas as outras coisas, conseguem se encaixar em meu relacionamento. Principalmente os questionamentos...

Será que a insegurança, a dúvida, a necessidade de atenção e as milhares de outras sensações e sentimentos permeiam na cabeça de qualquer pessoa, em qualquer idade e em qualquer estágio de relacionamento? Namoro há dois anos e ela está casada há dois anos também. Meu amor e eu temos 22 anos de idade, eles, os personagens, estão na faixa dos 40 e 50 anos. Mas sinto como se fosse a mesma coisa. É difícil até para explicar.

Já estou no quinto parágrafo e nem cheguei ao ponto certo ainda. Isso não é estranho? Se fosse para falar do sofrimento de um término e etc, teria escrito 50 parágrafos, mas, ao mesmo tempo, nas primeiras cinco palavras até uma pedra já teria entendido meu ponto de vista.

Voltando ao assunto (ou pelo menos tentando chegar lá): esses questionamentos só me fazem perceber que dessa vez eu realmente acertei. Não digo acertei na “pessoa escolhida”, porque essa pessoa está comigo há, como disse antes, dois anos (e quase quatro meses, rs). Mas digo que acertei na escolha das decisões, nas atitudes e na sabedoria em dizer as coisas certas na hora certa.

No início do filme, minha verdadeira musa inspiradora diz que coisas extraordinárias podem acontecer em dois anos. E eu venho aqui só para confirmar essa teoria, pois a coloquei em prática sem perceber. Talvez para você, caro leitor imaginário, as coisas não precisem de dois anos para começar a funcionar ou para lhe mostrar que elas estão certas. Porém, partindo dessa teoria, garanto que nunca estive pendurado num lugar tão alto, com os pés fora do chão e, ao mesmo tempo, tão seguro.

O fruto do sucesso de um relacionamento está na aceitação, no perdão e na confiança. Mesmo sendo eu tão novo, posso assegurar-lhe isso, caro leitor imaginário. Ame! Entregue-se! Seja memorável!