20/10/2010

"Fábula das batatas..."



Ai, que tormento, caro leitor imaginário! Parece que minha vida era guiar um caminhão de batatas que virou a curva escorregadia, derrubou todas as batatas pela estrada e agora é meu dever recolher todas elas, ver se estão todas bem e seguir meu rumo.


Mas nessa viagem, nem todas as batatas ficaram intactas. Algumas se amassaram muito, outras perderam parte da casca com o impacto no solo e não poderão ser mais utilizadas. Uma delas foi a que mais sofreu a pressão da queda: a batata estava no topo do veículo, rodopiou e caiu. Ao cair espatifou-se e teve seus pedaços pisados pelos pneus que freavam.


Essa batata aí não pôde ser aproveitada. Tive tanta pena dela que coloquei seus pedaços do meu lado, no banco do carona, como se fosse um bichinho de estimação. Ela segue comigo em todas as estradas. Agora ela não está mais disponível como antes e, antes que morra por completo, vou usá-la como adubo para novos pezinhos de batata que criarei com muito cuidado. Eles darão novas batatinhas e não deixarei que pneus desenfreados as pisem, as amassem e as destruam. 

14/10/2010

"Simples desejo..."

"I can't get you back to that one time
Cos you and me are still recovering"
(Begin Again - Colbie Caillat)



Já passei por dias difíceis. Dois, às vezes três. Não me lembro de ter ficado mais de quatro dias sofrendo, literalmente, por amor. Hoje, completaram-se cinco dias. Cinco dias de fingimento, de dor, de não saber o que fazer, de não saber o que dizer, de não querer atender, de ver e não saber o que responder.

Muitos me conhecem como uma pessoa alegre, feliz e simpática. Mas eu também amo. E quem ama está sujeito ao sofrimento. Uma coisa sem sentido e sem intenção pode acabar devastando o coração daquela pessoa que tanto te quer bem.

Sempre fui egoísta – é mal do signo, sou de escorpião. A experiência pela qual passei essa semana me fez refletir no quanto é realmente importante levar em consideração o sentimento das outras pessoas. E eu levei... mas não tive retorno.

Caro leitor imaginário, não leve em conta aquele pensamento absurdo de “primeiro eu, segundo eu, terceiro eu”. No amor temos que ser irracionais, temos que agir com a emoção, temos que pensar no próximo. Do contrário meus olhos não estariam doendo tanto como estão agora das lágrimas que derramei. Nem minha cabeça ardendo, nem meu peito queimando. O fato só me fez perceber a dimensão do meu sentimento. Às vezes, é preciso sentir que vamos perder para dar valor. E eu não falo apenas por mim...

Enquanto escrevo consigo sentir seu cheiro ainda em meus braços e o gosto de seus lábios em minha boca. Quero poder sentir o conforto de seu abraço sem me sentir culpado. Quero poder estar livre dentro de ti. Como faço para esquecer? Eu só quero voltar a ser feliz novamente.


"I never wanna fall apart,
Never wanna break your heart
Never wanna let you break my own"
(Begin Again - Colbie Caillat)

23/09/2010

"and for always..."



Acho que já sei a resposta para a confissão anterior. Percebo que as pessoas sentem constantemente arrepios, calores, e sensações que não sei descrever com palavras. Nem meus pensamentos baseados nessas percepções conseguem explicar. Eles – os pensamentos - têm vida própria, vão além do que eu posso imaginar.

Consigo ver duas pessoas apaixonadas. Aquela sensação de eternidade, de durabilidade, de felicidade. Elas se tocam, se beijam e se amam muito intensamente. Uma paz interior, conforto para alma. É completamente perceptível um algo a mais no calor daquele abraço.

Consegues ver essa imagem comigo, caro leitor imaginário: Um casal, uma cama no amanhecer coberta por lençóis brancos, pequenos raios de sol entrando por entre as frestas da janela e um beijo de bom dia interminável, apaixonado, repleto de um “tanto” amor. Aquele amor que só sabe quem sente.

Tão longe, tão perto... isso é tudo o que eu consigo ver. E você, consegue ver além?
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19/09/2010

“Blush, blush...”



Passar a tarde assistindo Grey’s Anatomy me deu inspiração suficiente para escrever. O caso de uma paciente do segundo episódio da segunda temporada, além dos outros casos, me chamou a atenção. A jovem sofria de um problema de ruborização. Ela não podia se expressar porque ficava ruborizada excessivamente e muito facilmente. Aquilo a incomodava bastante.

Ela me fez pensar: e se todos nós fossemos assim? E se não pudéssemos sentir nada sem que alguém soubesse? Não poder mentir, ficar feliz, ficar triste... e se não pudéssemos guardar um segredo? Ou, pior ainda, quais seriam as consequências que iríamos sofrer por amar alguém?

Como você se sentiria se toda vez que você visse a pessoa amada um grande fluxo sanguíneo subisse ao seu rosto, você começasse a transpirar e sentir constantes ondas de calor? Seria possível amar dessa maneira?... Seria possível amar? Ou será que teríamos que conviver com o sentimento de vergonha por nossos próprios sentimentos? Ter que escondê-los, ter que reprimi-los para que ninguém soubesse o que está acontecendo conosco?

Caro leitor imaginário, o que você faria se não pudesse dizer o que sente?

26/08/2010

Formas e Palavras: PLVRS - AAA

-"Não se defenda do meu olhar ele não machuca!" 
Mas suas PALAVRAS, sim. Estas machucam, ferem, contam verdades, contam mentiras, fazem chorar e sorrir. Elas sim são capazes de mudar tudo. Elas fazem o sono ir embora, fazem com que o dia se torne longo ou com que ele passe voando, são capaz de trazer a paz ou de se fazer a guerra. 
Esteja sempre de olhos abertos ao poder de suas palavras, pois elas são capazes de transformar e destruir qualquer mundo!


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Texto original retirado do blog do meu amigo @brunoponciano_
Achei tão a ver comigo que pedi autorização para postar aqui como uma de minhas confissões.
O blog é riquíssimo. Super recomendo!
Bruno, muito obrigado pela autorização. Um abraço. *=

25/08/2010

"Senior Year..."




Ai, ai o tempo. Como ele passa rápido, não é? Lembro que ontem mesmo eu estava indo prestar o vestibular, morrendo de medo, pensando que se eu não passasse minha mãe iria me matar e me odiar para o resto da vida. Sem falar que eu ia me sentir a pessoa mais burra da face da Terra.

Entrei na faculdade. Conheci um monte de gente. Pessoas que passaram, pessoas que marcaram e pessoas que ficaram. Estou com algumas delas desde o primeiro semestre do ano de 2007. Estamos, agora, no segundo semestre do ano de 2010.

Passaram-se três anos e meio e sinto como se tivessem passados três minutos e um milésimo de segundo. É admirável ver como crescemos, como aprendemos, como nos tornamos homens e mulheres mais sensatos, mais astutos. Nós nos tornamos pessoais mais compreensíveis. Falta pouco para pegarmos o diploma e dizer “Somos jornalistas. Eu sou jornalista. Sou um profissional na arte de escrever.”

A ficha só está começando a cair nesse momento. Agora pouco eu estava pegando a foto de meus pais e a minha, de quando eu era pequeno, para por no convite da minha formatura. E olhando para mim, ainda criança, nos braços de minha mãe, em minhas outras formaturas e em diversos momentos da minha vida, eu pude perceber que não há melhor sensação do que a que estou vivendo e sentindo.

                            

03/07/2010

“Reflexão em 140 caracteres...”




Li algo no twitter ontem que me fez refletir. Não lembro exatamente como estava escrito, ou quem havia escrito. Só sei que alguém havia dado RT. Dizia mais ou menos que todas as noites, antes de dormir, essa pessoa parava pra refletir sobre o que tinha acontecido no dia dela e sobre o que poderia ter acontecido caso ela tivesse agido de forma diferente.

Ao ler essa pequena reflexão, fiquei intrigado. Ela me fez pensar que há muitos dias, provavelmente meses, eu nunca mais tinha parado para pensar antes de dormir. Ultimamente, por estar tão cansado devido à faculdade, aos estágios ou às festas mesmo, eu quase nunca havia chegado ao momento de refletir sobre minha vida. Há vezes em que simplesmente durmo, sem nem saber como cheguei lá. Só percebo isso quando acordo.

Quando eu estava morando fora, dormia ouvindo música, com o celular debaixo do travesseiro. Pegava no sono mais fácil. Agora que voltei para casa, sempre durmo vendo TV. Quando não é filme, é seriado. Adormeço e sempre acordo com o celular vibrando. Quando não é mensagem, é ligação. E é sempre bom, sabe, caro leitor imaginário?

Mas, mesmo assim, foi bom refletir sobre isso. Vou tentar, antes de dormir, pensar um pouco na vida. Tentar colocar alguns pontos, mesmo que imaginários, em alguns dos meus tantos “i”s. Ver o que realmente vale a pena, o que realmente importa e no que devo dar valor. Caro leitor imaginário, não deixe que sua vida passe sem perceber que as melhores coisas dela estão nas menores coisas. Valorize-as!

28/06/2010

“Vítima do consumismo...”




Caro leitor imaginário, não existe coisa melhor do que fazer compras, não é? E liquidação, então? Nossa, adoro muito! Às vezes penso que nasci para fazer compras. Só minha mãe que não pode saber disso. Se bem que ela sabe mais sobre isso do que eu mesmo, afinal de contas, é ela quem paga as faturas dos meus cartões de crédito.

Hoje, estive pensando: compras são como relacionamentos. Você vê aquele sapato na vitrine e o deseja. Entra na loja e o experimenta. Se ele for realmente bom, passa no caixa e o leva pra casa. Acontecem, em alguns casos, de você ficar na dúvida e pedir opinião a seus amigos mais próximos. E quando há dúvida, nem sempre é um bom negócio.

Há dois meses, fui às compras. A temporada estava em alta. Foi como se estivesse no São Paulo Fashion Week. Ok, nem tanto. Mas, tinha muito lançamento no mercado. Muitas opções. E a maioria delas estava bastante acessível. Bati os olhos em um... digamos, sapato. Isso, um sapato! Sabe, caro leitor imaginário, um lindo sapato por sinal. Procurei o pessoal da loja, disse que estava interessado e, após algumas negociações, acabei levando-o para casa. Depois de tê-lo usado uma vez – isso mesmo, uma única vez – percebi que ele não servia para mim. Ele era muito pequeno e desconfortável. Percebi que ele não era high fashion. Ele era produto de ponta de estoque.

Mas, sou brasileiro, não desisto nunca. Saí à procura de um novo par de sapatos para mim. Afinal de contas, não sou a Sandy que fica perambulando por aí com os pés cansados. Eu sempre busco o que me faz bem. E encontrei, sem procurar muito, um sapato que, além de especial, me serviu perfeitamente. Por que quando é bom, a gente sabe. Com ele posso caminhar por aí com sorriso de canto a canto da boca, cantando, dançando e tal. Por que ele não aperta, não machuca. Ele é lindo.

Se eu fosse um mulher – did I really just say that? Hahaha – ele seria um sapato vermelho, do salto bem alto, daquele tipo de sapato eye catcher. Por que mesmo bem alto eu me sinto seguro. Nenhum outro sapato conseguiria fazer com que eu me sentisse tão bem como eu estou agora. Se esse salto quebrasse depois de ter dançado muito, ou se ele tivesse se desgastado com o tempo, ainda assim, tudo estaria em seu mais perfeito equilíbrio. Even with broken hills.

Ei! Tá ouvindo? Não! Não é a Lady Gaga. É o som dos pássaros. Tá chegando a primavera e já consigo ouvi-los daqui de cima. Ei, leitor imaginário, coloque você também o seu melhor sapato, veja flores aos seus pés e venha ouvir o som dos pássaros comigo. É lindo. Tão lindo!

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09/06/2010

“(Re)descobrindo pessoas...”



“I don’t wanna be friends...
You and me could write a bad romance.”
(Bad Romance – Lady Gaga)

Caro leitor imaginário, não existe sensação melhor do que estar com alguém, não é? Ainda mais quando essa pessoa já fazia parte de sua vida. A única e grandiosa minúscula diferença é a maneira com a qual ela faz parte dela a partir de agora. Você redescobre essa pessoa. A presença dela em sua vida passa a ter um significado completamente diferente e especial.

É bom saber que a gente não precisa “se conhecer”. A gente já se conhece. Apenas descobrimos, na verdade, percebemos que perdemos muito tempo adiando algo que já estava “escrito”, rs. É bom saber que além de um amigo, você encontra nessa pessoa um bem querer. Saber que pode conversar com ela, rir com ela, falar (muita) besteira com ela. Ser criança, com atitude de adulto. Ser feliz. =)

É tão bom ser feliz. É tão bom estar feliz. Melhor ainda é saber que você também tem a capacidade de fazer alguém feliz. Esse, sim, é o melhor dos sentimentos. Não existe sensação melhor, ao menos para mim, do que saber que você tem a capacidade de fazer alguém sorrir. Sorrir com os olhos, sorrir de felicidade, sorrir com o coração.

“All the lovers that have gone before
They don’t compare to you.”
(All The Lovers – Kylie Minouge)
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25/04/2010

“Visitantes recentes...”



Caro leitor imaginário, nada como a ligação de uma pessoal especial, às 23h26, dizendo “Ei, to indo para aí, viu?”. Aí, tudo aquilo do brilho no olho, na pele e no sorriso volta para você. A noite ganha uma cor especial. As estrelas brilham mais. Tudo passa a ter mais graça, a fazer mais sentido.

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12/04/2010

"Feliz dia do beijo!..."



Lembro como se fosse hoje as coisas que há um ano aconteciam e as vontades que em minha cabeça queriam-se fazer realidade. Lembro que recebi uma mensagem falando sobre uma data que, até então, eu não conhecia. Lembro que essa mensagem celebrava o meu desejo mais sublime naquele momento. Lembro que a mensagem era sua.

Hoje, dia 13 de abril de 2010, é o dia do beijo. Beijo de mãe, beijo de pai, beijo de amigo, beijo de irmão, beijo de namorado... Seu beijo. Seu beijo, para mim, é uma incógnita. Ele representa meu desejo, minha vontade, minha ânsia de você.

Seus lábios são para mim a legenda do filme que eu mais quero assistir hoje. São os acordes das músicas que meus ouvidos querem ouvir. São lábios são “a vista que os meus olhos querem ter”. O tocar de seus lábios supera a maciez de qualquer pétala de rosa. Seus lábios têm o perfume que me inebria de amor.

Faça de seus lábios caça, farei os meus de caçador. Deixe que sua boca vire presa fácil entre os meus. Deixe que sua língua toque a minha. Quero sentir o sabor de seus lábios, provar tua saliva, me perder em teu gosto. Vem, e cala os gritos do meu coração com um beijo seu.

Hoje, assim como ontem, anteontem, e todos os dias do ano, seu beijo é o meu maior desejo. Feliz dia do beijo.
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11/04/2010

"Marca-passo, marca-página..."




“Se queres partir, ir embora. Me olha de onde estiver.”
(Maria Gadú – Dona Cila)


Hoje, enquanto almoçava, ouvi uma história interessante. Não me recordo dela por completo, mas lembro que ela transmitia uma mensagem significante para quem sente ou sentiu algo por alguém.

Como não lembro a versão na íntegra, irei direto ao que interessa. Minha mãe me contou que alguém contou a ela que sempre que algo acontecer em sua vida, e aquilo não lhe trouxer algo bom, que você deve virar a página e escrever uma nova história, ou até mesmo, tentar corrigir, reescrevendo a história anterior.

Fiquei intrigado. Sabe, caro leitor imaginário, é fácil reescrever uma história em uma página qualquer, seja ela de um livro ou de um caderno com molduras e brochuras que siga o seu estilo mais peculiar. Mas, o que fazer quando essa história está gravada no coração? Coração não tem páginas. Pelo menos não o meu.


“Me mostre uma caminho agora, um jeito de estar sem você.”
(Maria Gadú – Dona Cila)

14/03/2010

"Dias de sol, só com você..."



“Eu te quero só para mim. Você mora em meu coração.
Não me deixe só aqui. Esperando mais um verão.”

(Mimar Você - Timbalada)


É chegada a hora de abrir a janela, deixar as flechas (sim, flechas) de raios de Sol entrarem em seu quarto inabitado. O Sol do carnaval, que traz felicidade. O Sol de saudade, que aperta o peito e enche de vontade. O Sol do verão, que aquece, que queima, que marca.

Às vezes demora, não é? Demora para que as estações passem. A gente fica esperando quase um ano inteiro para que o frio do inverno se desarranque de nossa pele. Frio só presta (ao menos para mim) para mostrar que nós estamos vivos. Aquela sensação dos poros se fechando, para que as penetrantes ondas de gelo suavemente não entrem e nos façamos sentir mais aquecido. É o corpo buscando calor, mesmo que disfarçado.

Por isso é bom estar sempre pronto para as novas estações. Primavera lhe enche de flores, sorrisos, novas canções – “primavera se foi, e com ela meu amor”. O outono só me lembra de Sandy e Junior. Pode passar o tempo que for, quando mencionam a palavra “outono”, lembro-me do refrão de “As Quatro Estações” – “no outono é sempre igual, as folhas caem no quintal”.

Mas eu gosto mesmo é do verão. Do Sol me fazendo derreter por horas seguidas a fio. Aquele monte de gente reclamando por não “aguentar mais” tanto calor. Uma multidão de corpos desnudos jogados na areia, besuntados de protetor solar, óleos bronzeadores, água, suor... Hum, suor! Lembro-me do suor escorrendo em minhas costas no fundo daquele carro. Lembro do short curto e da sua cara surpresa. Haha, como esquecer sua cara? Não tem como. Hahahaha.


“Andar de mãos dadas na beira da praia,
por esse momento eu sempre esperei.”

(Mimar Você - Timbalada)
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28/02/2010

"Feliz novo ano novo!..."


“Hoje, quando acordei, eu decidi: não vou sofrer mais, não.”
(Reflexo do Amor - Marjorie Estiano)


Ontem, acordei achando que hoje seria um dia melhor, por não ser 29. Se amanhã fosse 29, completaria cinco meses do término do mais tórrido e complicado relacionamento de minha vida. Aquele em que fui mais feliz, e, ao mesmo tempo, mais... hum... é, isso.

Hoje, dia primeiro de março de 2010, está marcado em minha agenda como o dia para um novo começo. Digamos que o ano começa hoje. Quero novas promessas, novos sorrisos, novos começos. Cansei de “recomeçar”, ou de tentar recomeçar sozinho. Quero novos começos. Começos compartilhados. De que adianta lembrar sorrisos? Vamos sorrir por motivos que valham a pena. Caro leitor imaginário, lembranças, memórias, fotos e cartas, a gente manda pra o museu, ta? E tudo aquilo que não lhe fizer bem também.

Sonhos desfeitos? Eram meros sonhos. Temos sempre que acordar na manhã seguinte e nos contentar com o que tem pra hoje. E o que tem pra hoje é a realidade. Encare-a! Lágrimas derramadas? Que bom. Chorar, assim como sorrir, faz bem. Limpa os para brisas da alma.

“Nem tudo o que quisemos foi possível, mas que em 2010 possamos chegar um pouco mais próximo do impossível.” De fato, não foi possível. E é por isso que meu ano está começando agora. Quanto ao “impossível”, deixo isso para o Tom Cruise. Ele, sim, sabe resolver esse tipo de missão. Eu sou do “descomplicado” ou do “descomplicável”. Não estou aqui para jogar, nem para montar quebra cabeças. Estou aqui para viver e fazer muita (DAN)nação. Fica pra sempre a dica.

Então, caro leitor imaginário, façamos um brinde ao “novo ano novo” que começa hoje, nesse primeiro dia do mês de março. O que nos reserva? Com certeza vai ser algo bem melhor do que coisas impossíveis, inalcançáveis e conectadas a fios elétricos e cabos de banda larga. Se é que você me entende.


“Eu devo perder minha cabeça por um tempo, mas eu estarei bem.
Você tem ouvido que há essa coisa de cura. Sim, ela se chama tempo.
E apesar de meu coração estar quebrado, um novo eu irá aparecer.”
(Turn It Up – Pixie Lott)

E eu que só queria matar a saudade...

27/01/2010

"A do pecado..."


"Se eu te amo e tu me amas
Um amor a dois profana
O amor de todos os mortais
Porque quem gosta de maçã
Irá gostar de todas
Porque todas são iguais

Se eu te amo e tu me amas
E outra vem quando tu chamas
Como poderei te condenar
Infinita é tua beleza
Como podes ficar preso
Como um santo no altar

Quando eu te escolhi
Para ficar junto de mim
Eu quis ser tua alma
Ter teu corpo
Tudo enfim
Mas compreendi
Que além de dois existem mais


Amor só dura em liberdade
O ciúme é só vaidade
Sofro mas eu vou te libertar
O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar

(...)

Se esse amor
Ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre, amor
Vai se gastar


Amor só dura em liberdade (...)"



(A maçã - Raul Seixas)
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25/01/2010

"Espere no tempo..."




Sabe, caro leitor imaginário, estava semana passada sentado no sofá da sala, assistindo o Festival de Verão (#chora) e pensando com meus botões: como o mundo dá voltas. Meu Deus! Aquelas coisas que você faz involuntariamente têm o grande poder de mudar tudo.

Três simples horas de conversa, faz você mudar completamente seu modo de ver a vida.

E, até então, isso é tudo o que eu posso postar. No mais, não mais. Deixe que o tempo reserve e me surpreenda com sua chegada e passagem.

Coisa boa? Com certeza! Danação? Sempre!

05/01/2010

"Mensagem para você..."


“Eu andei para trás e para frente todo esse tempo.
Porque eu sinceramente acreditei em você.”

(Taylor Swift – White Horse)

Ai, ai... Olha eu aqui outra vez para mais um daqueles desabafos de minha mente insana, caro Leitor Imaginário. Passei o dia de hoje quase todo intrigado com uma coisa: no decorrer dos últimos 9 meses, desde que comprei meu celular (nossa! Já tem nove meses!) nunca havia chegado o dia em que eu não havia recebido nem se quer uma SMS.

Agora, solteiro e com todas as pendências resolvidas, seja por internet ou por ligação, fiquei imaginando se eu não receberia nem se quer um “boa tarde” ou um “bom trabalho” de alguém. Alguém que você já sabe quem.

Eis que, já desiludido da vida, vejo meu celular vibrar e tocar o tom de mensagem. Quase não acreditei! No relógio, vi que passava das 22h00. 22h17, para ser mais preciso. E olha que nem precisei checar no celular agora para confirmar.

“Para você não dizer que eu não lhe desejo uma boa noite. BOA NOITE!”

Parecia que eu não iria precisar de mais nada. Queria uma SMS: consegui. Queria notícias: consegui. Queria um “boa noite”: consegui. E o melhor de tudo, da pessoa esperada. Mas, a mente prega peças na gente, que nem nós mesmos percebemos quando a bola de neve desce o despenhadeiro e começa a crescer.

Agora, não me sinto tranquilizado. Sinto-me vulnerável. Não sei bem se é isso que eu quero mais. Não sei. Simplesmente, não sei. Não sei se faz bem, se ainda vai fazer. E, até então, o celular permanecerá desligado.

Nesse novo ano não vou fazer promessas. Não vou fazer desejos. Farei de conta que este é uma maratona. Se eu quiser algo, vou correr atrás. Assim que descobrir o que quero com relação a isso, vou tomar a decisão e sei que vou conseguir. Minhas pernas são enormes, do tamanho da minha força de vontade.


“Isso não é Hollywood, esta é uma cidade pequena.
Eu era um sonhador antes de você chegar e me por para baixo.
Agora é tarde demais para você e seu cavalo branco aparecerem.”

(Taylor Swift – White Horse)