Contrate

05/11/2009

"Sem mais, eu fico onde estou..."

"Bem mais que o tempo
Que nós perdemos
Ficou pra trás também o que nos juntou..."
(Skank - Resposta)


Você chegou em minha vida, me trouxe alegria, me fez descobrir coisas, me encantou, me conquistou, fez com que eu me apaixonasse por você. Você, com toda sua inteligência, carisma, atenção, respeito, paciência e todas as suas milhares, inúmeras e incontáveis qualidades fez com que eu amasse você. Ainda não consegui encontrar defeitos em você. Hoje tenho certeza, eu nunca havia amado ninguém antes.

Todas as coisas têm um ciclo. Alguns chegam a dizer que todas as coisas têm prazo de validade. Mas prefiro acreditar que todas elas completam uma jornada. Com a gente não poderia ser diferente. Foram quatro meses. Cinco e meio, se contarmos os flertes e os momentos de conquista quase invisíveis, pois, na época, nós dois estávamos em fase de término de namoro. Parece até que nós nos encontramos na hora certa. Era realmente inacreditável. Eram recadinhos no Orkut, cerca de 70 ou 80 SMS trocadas num só dia, janelinha do MSN aberta da hora que conectava à hora que eu saia. Isso quando minha Internet não ajudava e o MSN caia. Mas nós sempre estivemos lá. Eu com você, você comigo. Juntos.

Nunca vou esquecer o tanto que cresci estando contigo. E sempre vou dizer isso em alto e bom som. Você é digno dos melhores momentos de minha vida. Eu me sentia mais eu quando estava com você. Me sentia especial, inteligente, capaz, esperto, engraçado... me sentia amado. Lembro que conseguia sentir seu abraço mesmo à 816 Km de distância.

Lembra quando a Lua de Sangue lhe trouxe mudanças? Lembra quando eu aceitei seu pedido de namoro escondido? Lembra quando a gente ficou vendo as estrelas sob a luz da Lua? Lembra que essa Lua também era uma Lua de Sangue? E você lembra quando prometeu para mim que era para sempre, e que se o para sempre fosse pouco, você inventaria outra vida só para poder me amar? Eu lembro.

Mas, sabe o que eu acho mais intrigante nisso tudo? É que antes eu conseguia lhe ver de alma nua, completamente despido de qualquer forma de repressão. Nós não tínhamos limites juntos. Eu podia ver seu coração. Eu sentia seu coração batendo junto ao meu. Era como se fosse um coração que batesse por dois. Ou algo tão sincronizado que sinfonia alguma jamais conseguiu tamanha perfeição em forma de ritmo como o bater de nossos corações.

Agora nem sei mais quem é você. Não consigo mais encontrar você. Eu, perdido, procurando por algo que foi quebrado. Algo que quebrei. Algo que antes de quebrar, já sabia que iria me arrepender. Será que vou ficar bem? Será que vou me curar?... Será que existe cura? Será que um dia vou conseguir enxergar você com os mesmos olhos de antes? Os olhos que enxergava em você os olhos que tinha o fechar mais lindo do mundo quando sorria. O sorriso mais lindo do universo.

Espero dos pedaços do meu coração que um dia eu consiga ter forças para olhar para você novamente. Olhar para você e ver você. Pois agora, tudo que vejo é um muro. Um muro de concreto. Algo inatingível, inquebrável e inconsequentemente incapaz de amar aquela pessoa que te jurou amor eterno, amor puro.

Você me negou. Disse que não seria capaz de voltar atrás, enquanto fui contra todos os meus princípios e fiz algo que nunca havia feito em minha vida: tentar voltar. Procurei você. Quis voltar. Quis você de volta à minha vida. Quis você de volta pra mim. Lhe pedi, implorei, ajoelhei, me humilhei, corri atrás e lutei. Lutei por nosso amor. Um amor que agora é só meu. Um amor que vaza por meu peito em pedaços. E que você negou.

29 de outubro de 2009 foi o dia em que completou-se um mês que nós deixamos de ser só um. Hoje sinto como se nosso ciclo estivesse completo. Você continua sendo você. Eu? Sou apenas metade. Sou um pedaço. Vagueio por aí a procura de algo. Mas nada e nem ninguém nunca vai ser bom o suficiente para suprir o vazio que você deixou em mim quando eu tive a infeliz ideia de te deixar, achando que assim seria melhor para viver. Aí deu-se o problema: viver sem você, não é viver, é sofrer. E por mais que você diga que não e por mais que eu possa arrumar locais para ir e tentar me divertir, é assim que vou me sentir.

Passei agora a ouvir novas canções. Tirei todas que poderiam me fazer lembrar você das minhas playlists. Agora ouço coisas que me dizem que “forever is over”. Ou que “tonight’s gonna be a good night”. Vivo me enganando e enganando a todos dizendo que estou bem, que estou melhor. Ouso dizer até que estou ótimo. Enquanto, só agora, me sinto aliviado. Pois era necessário desabafar.

Agora, pode negar o meu amor. Por que vesti meu orgulho e estou aqui de peito despedaçado e aberto para lhe dizer que eu, também, não volto mais atrás. Se é para ser como num jogo, jogá-lo-emos da maneira certa. Com todas as cartas na mesa e uma sempre na manga. Todos os passes foram meticulosamente ensaiados. Você foi o melhor jogador com quem já joguei. Mas ninguém ganha no final, por que o que está em jogo é o amor. E eu vim aqui para lhe dizer que ele acabou, pois eu o matei.

Game-over, baby.

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2 comentários:

Anônimo disse...

Porque tudo um dia acaba por chegar ao fim.

Savoy Saboia disse...

MEDO


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