Contrate

18/08/2011

"Amar é..."


Enquanto aproveito de mim mesmo, assim como você também o fez, ouso escrever de mim, de minha dor e sofrimento, nessa madrugada, atormentado por uma infeliz insônia. Mas também ouso escrever da falta de coerência em suas palavras, ou, da minha falta de noções de percepção em associá-las quando o assunto era você.

Sem rodeios, lembro que você disse que iria me amar para sempre. Realmente, à sua forma, você me amou. Você me ama, não é mesmo? Esqueci que isso foi dito na penúltima vez que nos vimos. Engraçado como é fácil “amar” pra você. Amar, na sua particular versão do que é amor, é dizer que ama. Mas, venho por meio deste, informa-lo que amar é outra coisa.

Amar é viver, é respirar. Amor é um abraço de tirar o fôlego, é um sorriso que brilhe tanto quanto, ou mais, que o raiar do Sol. Amar é sentir falta, é sentir saudade. Amar é mandar mensagem, é ligar no meio da madrugada só para ouvir a sua voz. Amor é ouvir uma música e lembrar você a cada acorde tocado, é ler um texto sem sentido, como esse, e imaginar que foi feito por uma pessoa que tem sentimentos e não se reprime em expressá-los.

Amor é o que eu sinto, é o que eu queria que você sentisse. Amor é esse sentimento que me faz arrepiar apenas por sentir vontade de grudar na tua mão, caminhar com você, conversando, dando risadas e deixando todo mundo com inveja do casal lindo que nós formávamos quando estávamos juntos.

Na verdade, amar é algo que dói, que machuca, que tira o sono. Amor é sentimento forte que faz sangrar. Amor é algo que faz chorar, que faz você se sentir excluído e inferior. Mas isso só acontece quando pessoas como você não sabem fazer as coisas da maneira certa. Porque se você realmente me amasse, ou já tivesse amado alguém na vida, eu não estaria vendo uma brecha do sol entrar por minha janela, essa madrugada. Amor é o que eu não quero mais sentir, pelo menos não mais por você, porque não faz mais sentido. 

11/08/2011

"True blood..."




"Se nós nas travessuras das noites eternas 
Já confundimos tanto as nossas pernas 
Diz com que pernas eu devo seguir" 
(Eu te amo - Chico Buarque)




Minha gengiva está sangrando. Eu percebi isso enquanto comia. Isso acontece porque, quando fico nervoso, passo a língua repetidas vezes no céu da boca. Na verdade é o céu da boca que está ferido. Foram poucas as vezes em que percebi que poderia desgastar o tecido da parte de cima da língua, com a língua, a ponto de feri-lo.

Hoje, durante a aula, me peguei sete vezes passando a língua na ponta dos dentes. Acho que o céu da boca não estava mais me proporcionando a sensação que preciso sentir...

E, dessa forma, nessa madrugada, percebi que sempre opto por procurar algo mais forte que eu, que me proporcione sensações mais fortes e mais instigantes, quando as outras acabam se tornando cômodas a mim. Enquanto digito cada uma dessas letras, lentamente, para não acordar ninguém, ao som dessa música melancólica, questiono-me se posso relacionar tudo isso a você.

Eu só queria entender o que estava acontecendo. O que se passava em sua cabeça, em seu coração, em seus pensamentos, nos últimos dias. Agora, não obtenho resposta nem mesmo de mim. Não entendo o que se passa dentro de mim. Persistem em meu corpo essa inconstante dúvida, essa inquietude nas pernas, esses batimentos acelerados e, como consequência disso, ferimentos no céu da boca. Boca, essa, que já lhe disse as coisas mais lindas que já ouviu, que já te fez chorar, que tocou a sua e fez seu sangue pulsar extremamente mais forte em suas veias, levando seu sangue à lugares que lhe proporcionou as melhores sensações da sua vida.

Mas, antes que o dia amanheça, me pergunto se lhe interessa saber para onde está indo o sangue que pinga em boca por sua causa. Diz pra mim se o sangue que estou perdendo, por consequência das coisas que foram ditas por ti a mim, faz alguma diferença em sua vida?

29/07/2011

"Então..."




Então, foi assim. Demorou. Já tinha acontecido. Já sabíamos. Mas, ainda assim, então, aconteceu... Pôr pra fora. Dizer. Gritar. Externar sentimentos... Minha cabeça transborda, meus dedos travam. Escrever era fácil, quando o sentimento aflorava. Agora o sentimento se cala. Coração foi convidado a bater mais devagar. Não há mais necessidade de bater por dois. Agora, tem-se tempo. Quer dizer, teria-se tempo, se a condição de “um tempo” fosse aceita.

Quem trabalha com tempo é relógio, calendário, previsão. Eu não. Sinto-me mais confortável com coisas concretas. Relógio funciona como acessório em meu punho esquerdo. Estar como um acessório, esperando sua boa vontade, não se encaixa em meu ideal de vida no momento. Calendário muito menos. Não saberia lidar com o passar dos dias, semanas e meses até obter uma decisão de seu coração.

O coração me leva a previsão. Previsão do seu tempo. Quanto você acha que é possível esperar, até estar pronto novamente? Prefiro não saber. Vejo através da janela de minha alma que você não estará pronto para dar e receber amor no raio dos próximos meses. Vou pensar em ligar, em escrever e dar sinal de vida. Mas talvez não o faça. Vou respeitar o tempo que você desejou. Então, só posso dizer que estou bem e que lhe desejo felicidade. Porque é isso que desejo a todos os meus amigos.

21/07/2011

"?..."



Caro leitor imaginário, estou divido. Não sei que caminho seguir, nem que decisão tomar. É cada vez mais dolorosa a lembrança, quando não deveria ser. Me sinto cansado, quando não tenho motivos para estar. Penso em coisas que aconteceriam, mas sei que podem não acontecer. Confusões alheias confundem meu corpo, cabeça e coração.

Achei que ia acordar pensando em você e que automaticamente se faria um sorriso em meus lábios. Mas, não. Fui acordado por uma ligação de uma pessoa que não era você. Uma pessoa que me disse coisas lindas. Coisas que soariam incríveis se fossem ditas por ti. As ouvi, sorri, levantei, tomei banho e deixei que a água levasse e lavasse toda e qualquer coisa pensada até alí.

Não se pode fazer, o que está sendo feito a mim, a alguém nem a ninguém. Essa coisa de alimentar sentimento não nasceu para qualquer pessoa. Quem está do outro lado recebendo beijos e ouvindo juras de amor tende a acreditar em falsas verdades. Sou do fazer. Sou do dizer e fazer. Sou dos que fazem acreditar, porque há consciência, certeza e verdade naquilo que sai da minha boca.

Há algo em seu sorriso, em seus olhos e no som de sua voz que faz com que eu esqueça toda e qualquer coisa que eu esteja pensando, no exato momento que penso em externar meus sentimentos. É hipnotizante, transtornador, sufocante. A inquietude em meus sentimentos alimenta-se de você.

E se essa confissão por algum momento pareceu desconectada, é porque é assim que eu estou. Esse é só mais um momento de “pensamento soltos traduzidos em palavras”.

Dizem que existem dois tipos de homem: aquele que pega em sua mão para passear contigo e aquele que te leva para cama. Diz pra mim quem é você. 



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