06/10/2016

"Último texto sobre 'nós'..."

Já me questionei diversas vezes se um dia eu voltaria a falar sobre você. Fiz isso para saber se seria realmente relevante e confortável para mim colocar em palavras tudo o que senti nesse tempo inteiro que ficamos sem manter um contato “frequente”, mesmo que tão curto.

Das outras vezes não tinha um motivo aparente, trocávamos mensagens ou raramente ligávamos um para o outro para falar sobre nós. Mas não “nós” como um casal ou “nós” como amigos. Mais especificamente para que eu falasse de mim e você sobre você, e agíamos com a maior naturalidade, como se aquilo não estivesse afetando (direta, ou) indiretamente como nós nos sentíamos com relação ao outro.

Há alguns anos, disse aqui um trecho de umas coisas que a Madonna falou sobre o amor, que ele vem para a gente por uma pessoa que te faz sentir as coisas boas e ruins de realmente gostar de alguém, ao mesmo tempo - não necessariamente com essas palavras, mas o sentido é basicamente esse. E você é isso, é essa combinação de sentimentos, misturado com lembranças incrivelmente inesquecíveis. As boas. As ruins.

Ter ido, ocasionalmente, falar com você me trouxe um vazio muito grande com a notícia de sua partida. O sentimento misto se repetiu pela felicidade de te ver buscando uma nova saída, novas experiências. Uma mudança muito grande, mas que – espero – que seja para realização de muitos sonhos, inclusive alguns dos sonhos de seu pai, que sempre foi completamente apaixonado por você.

Mas o sentimento de tristeza, pela ausência que deixou agora que já foi embora, não passa tão fácil assim. É incrível, volto a me questionar: como pode, após tantos anos afastados, ainda mexer tão profundamente no meu peito? Me aperta, me sufoca, sem sequer me tocar. Como pode ficar tão emaranhado nos meus pensamentos, sendo que não temos mais “nada”.

Acredito que seja por isso que as pessoas falam - e já falaram inclusive para mim – que amor é só um. Podemos ter outras pessoas em nossas vidas. Uns namoradinhos, paquerinhas ou algo mais sério e duradouro, com pessoas bacanas e dispostas a um relacionamento maduro. Mas por mais maduro ou imaturo que tenha sido o seu relacionamento com o seu “primeiro amor”, é dele que você vai lembrar. É com ele que você vai fazer as comparações psicológicas ou com seus amigos sobre ele e o possível novo crush da sua vida.


Você está, como diria aquela canção famosa, “há milhas, e milhas e milhas... de qualquer lugar”. Mas tenho que confessar que não importa o quanto você esteja longe, nem quantas coisas ou pessoas vão passar por nossas vidas, mas você sempre será uma lembrança boa no meu coração. Fica com Deus e sucesso na sua vida nova. Te desejo toda a sorte do mundo.

Um comentário:

Wyllians Silva disse...

Escreva mais meu amigo. É delicioso enxergar a história pelas suas palavras.

Beijos!